segunda-feira, 16 de abril de 2007

Escolas que promovem abstinência sexual podem colocar jovens em risco


Um relatório divulgado pelo órgão do governo britânico que fiscaliza a educação, a Ofsted, indica que escolas que promovem a abstinência sexual no Reino Unido podem estar colocando seus alunos em risco.

Segundo o documento, isso pode estar acontecendo porque essas escolas não estariam fornecendo aos jovens informações sobre métodos contraceptivos, o que, por sua vez, aumentaria o risco de gravidez e de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

"Não há nenhuma evidência de que programas baseados somente na abstinência como a única ferramenta de educação possam reduzir o índice de gravidez entre as jovens ou melhorar a saúde sexual dos adolescentes", diz o relatório.

O documento diz também que "não há indícios que sustentem a alegação de que ensinar sobre contracepção leva a uma maior atividade sexual (por parte dos alunos)".

Em casa

O levantamento da Ofsted, feito com base em informações coletadas em 350 escolas britânicas, também revela que os alunos acham que muitos pais e professores não têm muita habilidade para falar com eles sobre assuntos delicados, como o sexo.

"Os jovens vivem em um mundo muito distante daquele em que viveram seus pais quando eram adolescentes", diz o documento, explicando a dificuldade de diálogo entre as duas gerações.

Isso faz com que muitos jovens recorram a revistas para buscar informações.

"O aumento no número de revistas voltadas para jovens do sexo masculino, embora às vezes incentive atitudes sexistas, tem ajudado a corrigir o desequilíbrio de conselhos destinados a jovens", diz o documento.

Um outro empecilho seria a "ausência de um código moral" em casa, o que também força as escolas a assumirem mais responsabilidade sobre a educação dos jovens.

Tabaco e álcool

A Ofsted também aborda o impacto daqueles que foram identificados no relatório como os principais fatores de risco à saúde dos jovens britânicos --o tabaco e o álcool.

Os dados mostram 34% das garotas de 16 anos e 28% dos garotos da mesma idade admitiram se embriagar uma vez por semana e que "aqueles que bebem estão tomando muito mais do que no passado".

O número de jovens fumantes, particularmente do sexo masculino, caiu desde os anos 90. Mas o órgão identifica como "causa de preocupação" um aumento do tabagismo entre as jovens.

O relatório alerta ainda que há sinais de que mais jovens do ensino médio estão dizendo não às drogas, mas recomenda que as escolas primárias aprimorem suas estratégias para combater o problema desde cedo.

Fonte: www.folha.com.br

José Serra defende memorização e torneio de tabuadas


O governador de São Paulo, José Serra, disse nesta sexta (13) que, para aprender tabuada, os alunos devem memorizá-la e defendeu torneios entre os alunos, criticando o método de ensino construtivista.

"Em algumas escolas eles [os alunos] sabem, outras não. Mas é método, acho que precisa fazer torneio de tabuadas, tem que memorizar. Quando eu pergunto quanto é nove vezes o sete, você vai ficar fazendo a construção disso na cabeça?"

A afirmação foi feita durante entrevista coletiva sobre anúncio de um mutirão da saúde, no hospital infantil Darcy Vargas, em São Paulo.

"No tempo que eu estudei não era assim, mas era tudo memorizado. Agora, quer entender a construção tudo bem, mas tem que memorizar", disse o governador.

Fonte: www.uol.com.br

Maioria dos brasileiros crê que educação vai melhorar no próximo semestre


A 88ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta semana, revela que 53,5% dos brasileiros acreditam que a educação vai melhorar nos próximos seis meses, enquanto 29% crêem que não mudará e apenas 13,4% dizem que vai piorar.

O estudo, realizado pela Confederação Nacional do Transporte e pela empresa de pesquisa Sensus, mostra a opinião do brasileiro sobre a realidade do país nos últimos seis meses e suas expectativas para o próximo semestre.

As respostas relativas à educação mostram que, no último semestre, o ensino melhorou na opinião de 36,3% dos entrevistados, enquanto 29,8% disseram que houve piora.

Apesar disso, a pesquisa comprova que o brasileiro ainda não vê a educação como principal problema a ser resolvido. Quando perguntados sobre qual deve ser a prioridade do governo, 16,7% dos entrevistados citam a área. Educação ficou atrás de emprego e renda (26,3%), saúde pública (25,7%) e segurança pública (18,2%).

Atualmente, a região Sudeste é a que dá mais destaque ao tema, com 17,5%, seguida pelo Nordeste, com 16,9%, e pelo Sul, com 16,6%. No Centro-Oeste, educação é prioridade para 14,2% da população.

A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 6 de abril. Foram entrevistadas 2.000 pessoas, de 136 municípios, de 24 Estados brasileiros, nas cinco regiões do País. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos.

Fonte: www.uol.com.br

domingo, 15 de abril de 2007

Brasil pode ser modelo de educação digital infantil


O modelo que está sendo criado no Brasil para educar crianças com computadores pessoais portáteis, os chamados laptops, deverá ser adotado depois por muitos países pobres que também decidirem pela educação digital infantil. A avaliação é de David Cavallo, um dos principais pesquisadores do Laboratório do Futuro da Aprendizagem do Instituto de Tecnologia de Massachusets (MIT, Massachusetts Institute of Technology).
O MIT é um dos mais importantes centros de criação tecnológica do mundo e é onde nasceu a idéia do projeto OLPC (One Laptop Per Child), que no Brasil poderá se chamar Um Computador por Criança (UCA), que hoje tem o governo federal e diversas instituições brasileiras como parceiros.

"Houve um Congresso em Boston, e um grupo do Brasil veio visitar nosso trabalho em comunidades carentes. Todos falam que é bom, mas que não adianta como referência, porque os carentes nos EUA não são a mesma coisa que no Brasil. Em Ruanda não vao olhar para o que fazemos em Boston, vão olhar para o Brasil", disse. Ruanda, na África, é um dos países que pretende implantar o OLPC nas escolas públicas, como o Brasil.

O pesquisador está no Fórum Internacional Software Livre (FISL), que termina neste sábado, em Porto Alegre. O FISL começou na quinta-feira, com a participação dos principais profissionais brasileiros e de estrangeiros que trabalham no setor de programação com o código aberto.

Fonte: Agência Brasil

ANUIDADE ESCOLAR DEVE SER PROPORCIONAL AO NÚMERO DE DISCIPLINAS DO ALUNO.


A Comissão de Educação (CE) reúne-se na próxima terça-feira (17), a partir das 11h, para apreciar, entre outros itens de sua pauta, projeto de lei (PLS 232/04) de autoria do ex-senador Duciomar Costa (PTB-PA) e que dá ao estudante universitário o direito de ter uma anuidade escolar proporcional ao número de disciplinas que cursar. O relator da matéria, senador Heráclito Fortes (DEM-PI) deu parecer favorável e ofereceu uma emenda, que será votada separadamente do projeto.

Na pauta da CE ainda consta o projeto de lei (PLS 217/06) altera a Lei de Execução Penal para autorizar a instalação de salas de aula nos presídios. A proposta é do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e tramita em caráter terminativo. O relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS), encaminhou parecer favorável. Outro projeto a ser analisado pela CE é o que isenta do pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza os espetáculos circenses. O autor da proposta é o senador licenciado Alvaro Dias (PSDB-PR) e o relator, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), já emitiu parecer favorável.

Projeto aprovado torna crime consumir pornografia infantil


O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) poderá ser alterado para criminalizar a aquisição de material pornográfico ou que contenha imagens de sexo explícito envolvendo criança e adolescente. De autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), a proposta (PLS 109/04), aprovada em decisão terminativa nesta quinta-feira (12) pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), prevê pena de reclusão de dois a seis anos, mais multa, para quem adquire, recebe, ainda que gratuitamente, oculta ou tem em depósito, para proveito próprio ou alheio, fotografias, cenas ou imagens produzidas na Internet envolvendo criança e adolescentes e comercializadas por meio de comunicação, inclusive na rede mundial de computadores.

O projeto também obriga o responsável pelo provedor do sitio virtual em que for adquirido o material pela Internet a comunicar o fato ao Ministério Público. Na ocasião da votação da matéria, Crivella afirmou que a pedofilia é um crime cruel, "porque mata a inocência, assassina a infância, destrói sonhos e cria feridas dificilmente cicatrizáveis".

"Agora, o brasileiro que colocar o cartão de crédito para ver essas cenas será punido pela Polícia Federal, que, com essa lei, terá o direito de acessar o cartão de crédito daqueles que consumirem pedofilia pela Internet", justificou o senador pelo Rio de Janeiro.

Em seu parecer favorável à matéria, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) lembrou que a pornografia eletrônica é uma fonte rentável de exploração de meninos e meninas.

" Calcula-se que, somente em 2005, esse mercado nefasto tenha movimentado dez bilhões de dólares em todo o mundo, o dobro do que teria auferido cinco anos antes", alertou o senador por Goiás.

Romeu Tuma (DEM-SP) lembrou que a falta de legislação específica no Brasil sobre os crimes praticados pela Internet deixa uma "amarga sensação de incapacidade de reação da polícia". Flávio Arns (PT-PR) ressaltou que é justo que se puna, além daqueles que colocam as fotografias na Internet, também os que consomem esse material. Ideli Salvatti (PT-SC), Augusto Botelho (PT-RR), Inácio Arruda (PcdoB-CE) e César Borges (DEM-BA) também elogiaram o projeto.

Nomes de crianças

A CDH também aprovou nesta quinta, em turno suplementar, substitutivo da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO) a projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) que estende a todas as crianças e adolescentes, mesmo às vítimas, a proibição, hoje já prevista em relação aos menores infratores, de divulgação de seus nomes quando citados em atos judiciais, policiais e administrativos relacionados a crimes, contravenções ou atos infracionais (PLS 178/03). A matéria, aprovada em caráter terminativo, amplia, no ECA (Lei 8.069/90), as hipóteses de vedação à utilização de nomes de crianças e adolescentes.

Segundo o autor do projeto, a alteração do ECA proibirá que a imprensa ou qualquer outro meio de comunicação, em suas reportagens, cite o nome, apelido, endereço e qualquer outro tipo de informação que identifique a criança e o adolescente.

Fonte: Agência Senado