domingo, 17 de junho de 2007

FAPESP altera norma para bolsas de mestrado

Agência FAPESP - A FAPESP reduziu de três para dois o número de relatórios científicos exigidos durante a vigência das bolsas de mestrado. Os bolsistas deverão apresentar apenas um relatório de acompanhamento, no 12º mês de vigência da bolsa, e o relatório final no 24º mês.

A norma é válida para as bolsas concedidas a partir de junho de 2007 e para os mestrados em andamento e que ainda deveriam entregar o relatório científico no 18º mês de vigência, que será automaticamente cancelado.

Os dois relatórios, que devem ser revistos e comentados pelo orientador em formulário de "Encaminhamento de Relatório Científico" específico, são enviados pela FAPESP à sua assessoria para análise e recomendações.

No caso de relatórios não aprovados ou aprovados com restrições pela assessoria, a bolsa será suspensa até sua reformulação satisfatória, a juízo da diretoria científica. Os bolsistas poderão ter que apresentar outro relatório de acompanhamento no final do 18º mês de vigência da bolsa.

No final da vigência da bolsa, deverá ser apresentado ainda um exemplar da dissertação aprovada acompanhada da ata de defesa, que poderá substituir o relatório final, sendo obrigatória a apresentação do formulário de encaminhamento de relatório científico devidamente preenchido.

Mais informações: http://www.fapesp.br/


Fonte: Agência Fapesp / www.ligtv.com.br/educacao

87% dos professores já presenciaram casos de violência na escola

87% dos professores da rede pública de ensino do estado de São Paulo confirmam conhecer casos de violência dentro das escolas. Tráfico e consumo de drogas, por exemplo, são situações presenciadas por 70% e 67% dos professores, respectivamente.

Os dados são de uma pesquisa do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), feita com 684 professores, com o objetivo de entender qual a percepção dos professores em relação à violência no ambiente escolar.

Agressão verbal é o tipo de violência mais rotineira. 96% dos professores declaram já terem presenciado. Além disso, atos de vandalismo, apontado por 88,5% dos professores, agressão física, citada por 82% e casos de furto, lembrada por 76,4%, completam a lista.

"Essa violência atinge a todos - professores, alunos, funcionários e comunidade", lembra o presidente da APEOESP, Carlos Ramiro de Castro. De acordo com os dados, 74% dos entrevistados disseram conhecer casos de professores ameaçados dentro da escola e 68% dizem conhecer situações em que alunos sofreram ameaças. "Não é uma pesquisa com dados surpreendentes, mas que, sem dúvida, vem a reforçar a visão de que a situação é extremamente preocupante e de que providências devem ser tomadas", diz.

As principais causas da violência, segundo os professores entrevistados, são: conflito entre alunos (76%), consumo de drogas e álcool (63%), falta de funcionários (60%) e por pobreza generalizada (45,6%). Para os educadores, em 93,3% dos casos, os alunos são os responsáveis pela violência. Pessoas desconhecidas são responsáveis por 31,6% dos casos e 25,2% das situações são causadas por pais ou responsáveis.

Para a mestre em educação e linguagem e especialista em questões relacionadas à disciplina em sala de aula, Anna Rita Sartore, existem dois tipos de violência: uma delas está na sociedade, ou seja, a marginalidade e o banditismo que invadem a escola e a violência causada dentro da própria instituição. "No primeiro caso, a resolução não compete às escolas e sim ao poder público. É uma questão de polícia, está fora da alçada pedagógica da escola", defende. "Já a violência causada dentro da escola acontece porque há frouxidão de limites da instituição para com os estudantes. A escola, sendo o primeiro meio de convívio social dos alunos, deve primar pelos limites e pela ética", analisa.

Ainda segundo a pesquisa, os professores apontam que 39% dos alunos se sentem inseguros a ponto de deixar de ir para a aula. 29% dos professores não se sentem seguros e, por isso, deixam de lecionar. "E para o ensino-aprendizagem acontecer é preciso, no mínimo, um ambiente possível de se relacionar. A pesquisa ilustra a falta de condição de trabalho dentro dessas instituições, que inclui infra-estrutura, indisciplina, falta de funcionários e carga horária reduzida", aponta Castro.

Tanto Castro quanto Sartore defendem uma gestão democrática para redução da violência nas escolas. "A comunidade, por exemplo, deve participar na elaboração do projeto pedagógico da escola", sugere Castro. "É preciso integrar comunidade, serviços de saúde, assistência social, Conselho Tutelar, entre outras instituições, para uma educação mais abrangente. O professor não pode mais ser o 'faz tudo' na escola e abarcar, inclusive, papel de psicólogo, pai ou mãe", defende o presidente da APEOESP.

"Essa gestão deve incluir também reuniões de pais com discussões além das notas. Só essa parceria reverterá a situação. Pais, alunos e professores passarão a se entender e enxergar que estão em busca de um mesmo objetivo: formar cidadãos de bem. Isso trará, de fora, mais respeito à instituição e seus colaboradores. Além disso, a comunidade e o corpo pedagógico estarão unidos e prontos para gritar ao poder público, pedindo o respaldo que eles são obrigados a dar", acredita Sartore.

Uma experiência nas redes pública e particular de ensino de Curitiba (PR) ajuda professores a identificarem mais facilmente alunos que estejam sofrendo tal punição também fora desse ambiente. Trata-se de uma capacitação acompanhada de uma cartilha com dicas de como fazer essa identificação. Cerca de 13 mil profissionais que lecionam na rede pública e duas mil escolas particulares participam da ação desenvolvida pelo Hospital Pequeno Príncipe em parceria com a Prefeitura e o Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR).

"O aluno passa metade do seu dia na escola portanto se um grupo é capacitado para identificar casos de violência, conseguimos combatê-la precocemente," acredita a diretora de Relações Institucionais do hospital, Ety Cristina Forte Carneiro. Segundo ela, no Brasil, os professores são responsáveis por cerca de 8% das denúncias de maus-tratos. A rede criada em Curitiba faz com que os profissionais gerem 31% desse tipo de denúncia.


Fonte: Aprendiz / www.ligtv.com.br/educacao

Brasil e México estudam parcerias educacionais

Agência FAPESP - O Ministério da Educação (MEC) pretende implementar um programa piloto de mobilidade de docentes de curta duração para o conhecimento recíproco dos sistemas de ensino de universidades brasileiras e mexicanas.

A informação foi divulgada após encontro entre o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o embaixador do México no Brasil, Andrés Valencia, no dia 5 de junho, em Brasília, em que se discutiram parcerias na área de educação. A previsão é que o programa comece a funcionar em setembro.

A agenda de cooperação educacional entre os dois países, que ainda está em fase de elaboração, abrange temas como "Avaliação", "Educação profissional e tecnológica", "Educação a distância" e "Ensino superior".

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC propôs ainda a realização de cursos de capacitação de professores mexicanos no Brasil, que deverá enfocar as disciplinas de gestão escolar e desenho curricular.

Com a parceria, a Universidade Nacional Autônoma do México poderá se tornar posto aplicador do Certificado de Proficiência de Língua Portuguesa para Estrangeiros, devido ao elevado número de interessados em fazer o exame na instituição.

Como o México tem experiência na educação de jovens e adultos, o Brasil também vai convidar representantes do país para participar do 9º Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos, de 18 a 22 de setembro, em Curitiba (PR).


Fonte: Agência Fapesp www.ligtv.com.br/educacao

Vídeo brasileiro ganha prêmio da ONU

UNIC Rio - Nove estudantes universitários brasileiros foram premiados pelas Nações Unidas pelo filme que produziram sobre a violência no Rio de Janeiro e no mundo.

O Departamento de Informação Pública (DPI) das Nações Unidas concedeu o prêmio ao filme intitulado Looks can be deceiving ("As aparências enganam") no concurso Film Your Issue, que encoraja jovens a debaterem questões sociais através de filmes com duração entre 30 e 60 segundos.

O filme enfoca a questão da paz em áreas de conflito pelo mundo - Palestina, Haiti, Iraque - e mostra como a violência que ocorre nessas regiões é semelhante às cenas de ação policial na cidade do Rio de Janeiro.

"Nossa principal motivação em produzir o filme foi mostrar quão séria a questão da violência no Rio de Janeiro se tornou" afirmou Danilo Marcondes, um dos estudantes. Durante o processo de criação do filme, a equipe de estudantes teve acesso a equipamentos de filmagem do Centro de Informação das Nações Unidas no Rio de Janeiro.

Os demais premiados foram "Stains" sobre disputas territoriais e " The terrorist" sobre a questão da tolerância através da visão de um imigrante muçulmano vivendo nos Estados Unidos. Os dois filmes foram produzidos por estudantes universitários americanos.

O DPI desenvolveu uma parceria com o Film Your Issue para a competição deste ano e pela primeira vez o concurso foi aberto a participantes de outros países além dos Estados Unidos.

Fonte: ONU- Brasil / www.ligtv.com.br/educacao

MST mistura Cuba e Paulo Freire para alfabetizar jovens e adultos

Brasília - Aprender a ler e escrever em 75 dias, empregando aspectos do universo cotidiano dos alunos e usando como meios de ensino uma televisão e um aparelho de DVD. As aulas são sempre em turma e podem ser dadas ao ar livre ou nas casas dos aprendizes.

O método pedagógico, que mescla o programa cubano de alfabetização Yo, si puedo e as teorias do educador pernambucano Paulo Freire, começa a ser implementado em julho nos assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em todo o país.

O lançamento do projeto ocorreu esta noite, com a campanha Todas e Todos Sem Terra Estudando, durante o 5º Congresso Nacional do MST.

Fátima Ribeiro, uma das coordenadoras do movimento no Rio Grande do Norte, diz que a organização fez um convênio com Cuba para ensinar jovens e adultos sem-terra a ler e escrever.

Além do programa de alfabetização, o governo cubano vai ceder pedagogos para capacitar os monitores brasileiros que serão responsáveis pelas aulas. Esses profissionais também vão orientar as dicussões em classe.

As aulas serão ministradas a partir de programas de televisão. Segundo Ribeiro, eles são uma espécie de mini-novela didática, cujos capítulos retratam o cotidiano específico de comunidades sem-terra, uma mistura de técnicas cubanas de alfabetização e o método Paulo Freire.

No Rio Grande do Norte, por exemplo, a idéia é começar com 100 cursos no estado, com 15 alunos cada. A coordenadora conta que o MST já conseguiu 26 aparelhos de DVDs.

"A educação do trabalhador rural é uma luz que se dá ao homem do campo para que ele possa enxergar sua realidade e lutar para melhorá-la. Se queremos democratizar o acesso à terra e se queremos cidadania, isso passa pela educação", diz Ribeiro. "Um povo culto é um povo livre. Queremos, no Brasil, um territorio livre do anafalbetismo".


Legenda: Alunos brincam na escola montada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para atender cerca de 1.500 crianças que foram ao 5º Congresso do movimento, para acompanhar seus pais


Fonte: Agência Brasil / www.ligtv.com.br/educacao